TERCEIRA IDADE
Não sei de quem foi a ideia de estabelecer a velhice como sendo a terceira idade!
Só sei que venho vivendo todos estes anos, sempre lembrando, da minha infância, adolescência e juventude.
Não perdi e nem pretendo perder o direito de continuar vivo, mesmo tendo consciência das dificuldades que passamos a cada ano, por estarmos limitados a capacidade física de podermos exercer os direitos, que antes eram facilitadas com relação a nossa caminhada.
A jovialidade deverá permanecer em nossa consciência, a fim de podermos continuar alegres, bem-humorado, cheio de energia e com fortes disposição de viver nesta idade tão rejeitada e discriminada, pela insensibilidade de uma sociedade medíocre e vaidosa.
Não somos velhos, somos idosos com desejo ardente de continuar vivendo, divulgando entre os que nos acolhem os nossos conhecimentos que a vida nos concedeu.
Somos rejeitados, sim, por familiares que desejam se livrar dos seus idosos, por acharem que somos estorvos que importunam e incomodam a todos, diante das nossas limitações.
Poucos são as famílias e filhos que acolhem os seus idosos. Muitas vezes são levados a os colocarem em abrigos, para poderem ter a companhia de outras pessoas, e consequentemente poderem desfrutar de uma melhor convivência.
Somos idosos, porém, obtivemos a permissão Divina de viver mais tempo, seja para redenção dos nossos pecados e/ou para concluirmos o nosso tempo de vida, massificando a mente de todos, em nosso entorno, quanto aos exemplos vividos, na obtenção do reconhecimento e agradecimento a Deus, por sermos o exemplo vivo que soube encarar as dificuldades, sem nos desviarmos da humildade, do amor e da caridade para com os nossos irmãos.
Agradeço ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo por ainda existir nestes meus 77 anos.