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UMA VIDA ABANDONADA

Até quando iremos conviver que esta situação? Vemos crianças em frente dos semáforos, a pedirem esmolas, quando observo que são adultos que os obrigam a praticarem mendicância, pessoas aparentemente cheias de saúde, que os deixam expostos a chuva e sol, a tentarem sensibilizar os motoristas na conquista de um trocado.

Este fato confirma, que a sociedade e os poderes públicos pouco estão se lixando para este problema crucial, que envergonha a todos nós.

 No centro de uma cidade, onde se localiza um grande comercio, com bancos, restaurantes e diversos pequenos comerciantes informais, a concentração de famílias inteiras, se fazem presentes nos jardins públicos, a pedirem esmolas aos transeuntes, bem como, aproveitando os restos dos alimentos descartados pelos restaurantes em recipientes de lixo, expostos nos passeios públicos e aproveitados para reduzir a dor da fome.

Este é o quadro deplorável do nosso povo desassistido, mendigando, e muitas vezes, praticando pequenos delitos, se expondo a serem detidos pelas forças policiais do Estado. Enquanto isto, assisto outras crianças com latas de cola de sapateiro nas mãos, cheirando para se drogarem, sem se importarem com as pessoas em seu entorno, a fim de enganar a fome que os dilacera.

A chegada da polícia, os fazem correr, como se estivessem praticando piculas, numa verdadeira descontração diante das autoridades ali presente, que nada podem fazer, a não ser, evitar que pratiquem furtos e violências aos transeuntes.

Ao indagar algumas destas crianças, pude constatar que os seus pais estavam presos por roubos, prostituição, vendas de entorpecentes, e o que é pior, presos por assaltos a mão armada seguida de morte.

O que fazer com estas crianças, que libertinamente vivem abandonadas, sem esperança em um futuro, que se encontra muito distante de um desejo de vir a ser alguém?

Por outro lado, vimos uma distribuição de dinheiro, como o bolsa família e outros benefícios, causador da ociosidade desordenada, que os tornam preguiçosos e satisfeitos pela vida que levam, sem imaginar o quanto estão submissos à vontade dos poderes constituídos.

Se oferecer qualquer trabalho remunerado a estas famílias, elas simplesmente se negarão a fazê-los, pois, o dinheiro, muitas vezes pagos, por pequenos trabalhos, não lhes incentivam a realiza-los, bem como, se conseguirem um trabalho remunerado poderão perder o que lhes são concedidos.

Não sou contra a se oferecer ajuda a quem precisa, desde que, esta ajuda seja concedida por um determinado tempo, forçando o necessitado a procurar executar alguma atividade que lhes remunere e lhes mantenha ativo como trabalhador, para não ficarem a mercês e propensos a praticar atividades ilícita, como por exemplo, vir a ser soldado do tráfico.

E assim, estamos presenciando a decadência humana em pleno século XXI, e nada é feito para que se mude este quadro deprimente que estamos expostos a ver e conviver, sem nada podermos fazer.

Que a nossa sociedade abra os olhos, para o que se passa na coxia da vida real, nas comunidades e bairros proletários das nossas cidades.

Que Deus se apiede do povo desvalidos

Leonel Farias
Enviado por Leonel Farias em 18/03/2026